Você já atualizou o seu coração hoje? Pois aqui também é o lugar ideal para isso. É preciso ter mais fé, mais amor. No mundo de hoje, sonhos não tem valor e palavras não tem tragetos. Descobri então o modo de me conectar o real e a fantasia: escrevendo, escrever - o direito de ser expressar. E só aqui, você tem esse direito e eu, Ana Beatriz Assumpção, dona dos tumblrs upgradeurheart e upgradeurotariogifs, postarei as minhas "famosas" fanfics e webfics de que tanto falo.
theme por nee-d, base por stupefys, inspirado nos themes da maraudersmaps, com alguns detalhes retirados de im-mutable. não copie e não roube, pfv.
OWWN, Se Deus quiser! Muito obrigada e eu desejo em DOBRO pra você e família!
ain que linda, muito obg!
Bella. Isabella Swan, minha falecida esposa, morreu há seis meses. Ainda é um pouco difícil falar nela, e não pensar em como vivemos e em como poderiamos estar vivendo se ela ainda estivesse aqui. Me lembro muito bem daquele dia 25 de junho de 2008, o dia em que, minha vida acabou…
Era demais para mim, mas mesmo assim eu precisava enfrentar aquilo. Eu tinha mudado, e sair daqui e ir correndo para casa, me jogar entre travesseiros e chorar até secar, não era uma atitude da Juliana nova. Eu iria enfrentá-los e perguntar o que estava acontecendo ali. Só podia ser uma traição, um complô. Não tinha explicação, mas eu queria ouvir tentativas de mentiras.
Eles continuavam conversando, enquanto eu saí de trás da árvore e comecei a caminhar em direção a eles. Estavam tão antenados na conversa que não perceberam minha aproximação. Levantei a cabeça e soltei um pigarro alto, o que fez com que eles olhassem em minha direção, virando toda sua atenção para mim. Olhos arregalados de encaram, Cinha logo se levantou.
-Ju, eu preciso falar…
-Eu sei. Eu também preciso falar com você - Disse séria, já aniquilando qualquer expectativa de enganação da parte dela. Nos afastamos dos garotos, que não manifestaram nenhuma reação, a não ser os olhos esbugalhados ao serem pegos no “flagra”. - Posso saber o que significa você falando com o cara que abriu um buraco aqui - Disse pondo minha mão sobre o peito, ainda ferido, ainda aberto.
-Eu posso explicar - Começou ela.
-É isso que estou esperando.
-Estava com o Matheus, então chamamos o Fábio para conversar com a gente… Sobre o que aconteceu com vocês - Disse ela baixando a cabeça, como se não quisesse tocar naquele delicado assunto.
-O que aconteceu entre a gente? Poupe-me de enganação Cinha. Por mim, você pode criar laços de amizade com ele, com o tanto que me esqueça. E eu ia lamentar se isso acontecesse. - Falei, colocando um ponto final naquilo. Saí andando, escutando seus passos acelerados atrás de mim, mas não ia adiantar de nada, eu já tinha entrado num mundo pequeno e fechado, que só pertencia a mim. Agora eu estava completamente certa, e com provas o suficiente, de que ninguém é confiável nesse mundo.
Andei sem saber onde realmente pisava, rumando para minha casa. A fortaleza onde eu poderia me isolar sem ser muito perturbada. Tranquei-me no quarto sem dar muitas explicações a minha mãe, me joguei na cama e lá fiquei até o dia nascer, numa segunda-feira chuvosa, e feia. Fiquei deitada inerte na cama, até os gritos da minha mãe, realmente me acordarem.
-JÁ ESTOU INDO! - Gritei, e fui tomar uma ducha rápida por conta do tempo. Arrumei-me rapidamente, engoli qualquer coisa e peguei uma carona com mãe. E a primeira aula seria dele. Pelo menos uma coisa boa para a vista, nesses tempos de trevas.
Me despedi de minha mãe e saí do carro, bem em tempo de não pegar a chuva que em segundos se engrossara. Passei pela portaria e subi as escadas. Fui a primeira a chegar na sala. Sentei na última carteira, na fileira da janela. Não demorou muito e ele já surgia na porta. Senti um grande alívio em vê-lo; até mesmo uma certa alegria. Seus olhos varreram a sala vazia até encontrar os meus. Ele fez uma pequena análise e abriu um sorriso - aquele que me derretia por dentro. Eu sabia por quê ele sorria: o cabelo loiro, repicado nas pontas, maquiagem mais escura do que eu costumava usar, esmalte preto, anéis de caveira, a calça jeans escura …
- Quem é você? - Brincou Maurício.
- A nova Juliana. - sorri.
Ele pôs sua bolsa e livros na mesa e veio até mim. Me levantei estupefata. Ele me deu um beijo em casa lado do rosto. Examinou alguns segundos meus dedos - após pegar minha mão, me surpreendendo, como sempre - e os beijou. O que fez meu rosto queimar, como sempre.
- Está incrível - ele disse. Senhor, será que esse homem não pode ser menos perfeito?
- Não - rebati.
- Está sim, está uma verdadeira dama moderna. - Maurício sorriu e comecei a imaginar certas coisas vergonhosas. Ele pôs ambas os indicadores nas extremidades dos meus lábios, fazendo aparecer um sorriso falso, que me fez rir de verdade. - Como se sente?
- Bem - menti
- Certeza?
- Absoluta.
- Muito bem então - disse ele, caminhando de volta a sua mesa. Ele enfiou a mão na bolsa de couro e pegou um livro. Virou a palma da mão livre para cima e flexionou o indicador - me chamando. Fui até sua mesa. - Esse, - disse ele - é o meu romance favorito. - e me entregou o livro. O peguei, pensando que fosse “O Morro dos Ventos Uivantes” e quase desmaiei quando li o título; Era o livro que dera origem ao meu filme preferido, “Não Me Abandone Jamais”.
- Como sabia? - Perguntei.
- Você falou com João, o bibliotecário, que por sua vez não sabia aonde encontrar. Então ele me procurou. Eu dei uma pesquisada e voilá!
- Eu mesma tentei comprar, porém só tinha no estoque de Brasilia!
- Minha irmã mora lá - disse ele, dando de ombros.
- É muito gentil de sua parte, Maurício - disse - Eu realmente sou louca para lê-lo. Obrigada, de verdade.
- Não há de quê. Agora, me conta, o que houve?
Encarei seus olhos castanhos, como se eles pudessem ler cada célula do meu corpo. Eu estava tão cansada de aturar tudo aquilo sozinha. Acabei contando. Maurício ouviu tudo com atenção.
- Acho que não foi bem uma traição - disse ele, por fim, quando acabei de contar. - Ela está tentando fazer com que vocês se desculpem.
- Mas isso não é da conta dela. - rebati.
- De fato - concordou ele - mas talvez, Juli, seria melhor você refletir sobre isso. Está na hora de começar a aula - ele examinou o relógio e depois a sala ainda vazia -, depois conversaremos mais. Mas se lembre: você pode até mentir para mim, mas não para si mesma. Não finja estar bem, quando você não está, ok?
- Não irei fingir. - prometi, em vão.
Meus olhos fugiram para a porta e dei de cara com Fábio, me encarando. O fuzilei com o olhar e fui me sentar. Para minha felicidade, ele não tentou falar comigo o dia todos, nem o seguinte. Me encontrei todo o tempo com Camila e Cinha, mas as ignorei. Eu estava em meu quarto, terminando o dever, quando ouvi batidas em minha janela. Abri a porta que dava para a sacada. Escrito com batom vermelho estava a palavra “Desculpa”. Olhei em volta e quatro mãos apareceram na sacada. Camila e Cinha pularam a mureta.
- Pular muros é coisa de garoto - disse.
- Nós somos garotos - disse Cinha
- Somos - concordou Camila -, garotos vestindo calcinha, usando sutiã e creme Victoria’s Secret e prontos para pegar um resfriado se a dama à nossa frente não nos deixar entrar.
- Entrem então, muleques. - disse eu sorrindo.
Ficou um estranho silêncio no quarto. Camila e Márcia me analisavam. Camila decidiu falar.
- Viemos para te dar uma força.
- É, - concordou Marcinha - achamos que iria precisar.
- Que?
- Bem - continou Cinha - estamos falando da foto.
- Foto? - perguntei.
Camila apontou para a tela do meu computador. A página do facebook estava aberta. Olhei confusa para as duas.
- Ah não, você não tinha visto? - Perguntou Camila.
- Visto o que?
Camila e Márcia trocaram um olhar. Decidi levantar e ver logo de uma vez. Todo o meu corpo entrou em choque, ao descer a página. Era a foto de Fábio pegando - se é que isso pode ser considerado pegação - com uma garota, uma amiga dele que eu não gostava. E embaixo, num comentário da foto, ela dizia: ” Viu, Juliazinha? “.
Minhas pernas perderam a força e minhas costas bateram no chão, com um baque surdo. Eu sabia que não estava inconsciente, mas desejei, com todas as minhas forças, estar.
Era isso então - pensei.
O para sempre não existe.
Nem príncipes encantados, nem nada disso.
Não sei lhe dizer se duraria ou não.
Se dariamos certo ou não.
Mas aprendi, principalmente, com a dor, que a gente deve viver um dia de cada vez.
Quarta Não com a esperança que ele acabe mais depressa, mas sim com a certeza que o sol nascerá amanhã.
O dia escureceu e eu permaneci sentada, pensando.
Peguei o telefone e disquei o número.
- Alô?
- Mike?
- Sim, Jane?
- Ah, nada, eu só queria checar…
- …Para ver se eu estava mesmo aqui?
- É. Tchau. - disse.
Não entendi meu próprio comportamento.
Um desespero rompeu meu peito.
Peguei um casaco e bati a porta.
Corri pela rua escura.
Subi as escadas e toquei a campainha.
- Jane?
- Você está aqui e isso é real. - conclui - e não me importa o quanto você tenha me magoado. Eu preciso de você. Agora. Aqui. Eu te amo. - disse, pulando em seu pescoço.
- Eu também, bobinha.
Mike me encarou nos olhos.
- Você me perdoa?
Assenti.
Mike tomou meus lábios para si. A chuva caía, mas não nos importávamos.
Minha cabeça rodava. Latejava. Doía imensamente. Tentei levantar, mas meu corpo não deixava. Deitei minha cabeça dolorida mais uma vez no travesseiro, dessa vez bem devagar para não forçar ainda mais a dor. Fechei os olhos tetando relembrar tudo que tinha acontecido na social do Metheus, mas apenas flashes vinham em minha mente.
-Ju? - Sussurrou Cinha, sua mão sacudia-me devagar, provavelmente para não me assustar - Já está acordada? - Abri os olhos, e encontrei-a debruçada sobre minha cama. Levantei-me devagar, apoiando-me nos cotovelos. Massageei as têmporas uma tentativa inútil para amenizar a pulsação que estava em minha cabeça.
-Estou péssima - Gemi, e olhei para o chão. Camis ainda estava em um bom sono, e não parecia que iria acordar tão cedo. - Dormiu bem? - Sorri para ela que concordou com a cabeça, sorriu e baixou a cabeça, suas bochechas ficaram levemente avermelhadas. Ela estava corando?
-Tem alguma coisa que não sei? ou que não me lembro - Perguntei, completamente confusa. Mesmo assim, ela negou com a cabeça e disse:
-Prefiro esperar a Camila acordar, assim conto tudo de uma vez - Sorriu, levantou as mãos, como quem se rende e foi para o banheiro, me deixando com cara de idiota.
Estiquei-me para pegar um comprimido que estava no criado-mudo. Peguei-o e tomei um gole de água, para não em engasgar. Ia me levantando quando Camila, começou a se mexer e a esfregar os olhos, anunciando que estava acordando.
- Bom dia, flor do dia - Eu disse passando por ela e bagunçando seu cabelo, que já estava bagunçado.
-Bom dia senhora bipolaridade - Disse ela - Ou seria senhora álcool? Você estava completamente insuportável ontem Ju.
-Desculpe-me, mas ontem eu estava sob efeito de álcool, como você disse. Mas veja só, ainda bem que você acordou, a Cinha veio toda animada hoje e dizendo que tinha uma coisa para contar pra gente. Fiquei curiosa, você sabe de alguma coisa?
Enquanto ela penteava o cabelo com os dedos, negou com a cabeça. Fui até a porta e coloquei a cabeça para fora. Estava bastante calma, significava que Mamãe não estava em casa. Cinha tinha acabado de sair do banho.
-Vamos comer alguma coisa, estou morrendo de fome, e você Cinha - Ela que estava penteando os cabelos molhados, parou e olhou para mim - Vai nos contar o que de tão emocionante aconteceu ontem que fez até você corar com a lembrança. - Ela concordou revirando os olhos, e descemos para tomar café.
Como era esperado, não tinha ninguém em casa. Então tivemos que nos virar, pegamos o que tinha de saboroso na geladeira, algumas coisas nos armários e sentamos na mesa, as meninas foram logo abrindo o suco e servindo-se.
-Pode começar Cinha - Eu disse e ela subitamente parou.
-Já vi que vocês não vão me deixar em paz, se eu não contar o que aconteceu ontem… Mas se eu contar o que houve ontem vocês também tem que contar,a final de contas não foi só a minha noite que foi bastante interessante, sim Camis? - Camila que estava tomando seu leite, fez um teatrinho, fingindo que estava se engasgando.
-Minha? Minha noite? Foi normal, como a de qualquer outra garota normal que sai para um festa normal - Disse ela voltando a tomar o leite, olhando-nos por sobre o copo. Ficamos encarando ela, até que se rendeu. - Tudo bem! Eu conto o que houve entre mim e o Rogério, mas não foi nada demais - Disse ela, mas dava para perceber que houve sim, alguma coisa demais, porque quando o nome dele vinha a seus lábios, a mente dela ficava e outro lugar. - Mas primeiro você Cinha.
-Ok. - Ela pareceu hesitar por um momentos, mas as palavras logo foram se desenrolando - Eu… er e o Matheus… A gente … Huum… Ficou - Declarou ela, finalmente.
-FINALMENTE!! - Gritou e a Camis, eu subi na cadeira e a Camis começou a fazer um tipo de dança da vitória. A Márcia ficou toda sem graça. - Pensei qeu isso nunca ia acontecer, iaí? Vocês reataram? Vão namorar? Casar? Me dar vários sobrinhos? - Perguntei, voltando a sentar na cadeira, e pegar um pedaço de pão.
-Gente, por favor! A gente só conversou, e aí acabamos ficando, nada mais. - Relatou ela, mas ainda tinha algo mais, por que ela falou olhando para os lados, um sinal de fraqueza de quem estava escondendo alguma coisa.
-Pode falar. O resto, o que vocês marcaram para hoje? - Disse Camila, como se fosse algum tipo de vidente.
-Hum? Como você… Ah deixa para lá, ele disse para eu aparecer na casa dele hoje, mas não sei se vou não confirmei nada com ele ainda.
-Se eu fosse você eu ia… - Falei olhando para o teto, deixando um ar de questionamento.
-Agora você Camis.
-Eu e o Roger - Suspirou ela - Nós ficamos e rolou umas coisas a mais, vocês sabem, tínhamos bebido e subimos para um dos quartos, mas nada de mais aconteceu porque ele disse que estava sem camisinha, e a gente acabou ficando em alguns toques mais ardentes, vocês me entendem…
-Huum ó se entendo Camis, sua danadinha - Falou Cinha, caindo na gargalhada, aquela contagiante, que pegou em todas nós.
-E você Ju? - Perguntou Camis, quando parou de rir. Cinha ainda se recuperava.
-Vocês viram na verdade. Eu fiquei com alguns, e vocês me interromperam de ficar com um, que eu esqueci o nome - Eu disse coçando a cabeça - Mas enfim, foi uma noite bem divertida.
-Só quem não gostou muito foi o Fábio, sabe? Ele no começo até que tava soltinho, mas depois que ele te viu se esfregando em outros meninos, ele ficou super mal Ju - Disse Camis. Me revoltei.
-Camila, eu já disse! Fábio para mim é P-A-S-S-A-D-O! NÃO QUERO MAIS OUVIR FALAR NO NOME DELE, ENTENDEU? VOCÊ NÃO VIU O QUE ELE FEZ COMIGO? NÃO QUERO SABER MAIS DELE.
E daí começou toda aquela discussão. Voltei para o quarto, com Cinha e Camila, ainda falando em alto e bom som. Deixei ela falando com minha mão, e entrei no computador, para ver se tinha algo de interessante, e quando entrei no facebook quase caí da cadeira.
200. Quer dizer mais de 200 pedidos de amizade.
-Meninas, parem de falar e venham ver isso aqui. - Eu disse totalmente surpreendida. Cinha quando se aproximou arregalou os olhos, e Camis começou a falar:
-Só porque mudou de roupa e ajeitou o cabelo? Poupe-me.
-Camila, pelo amor de Deus, o que houve com você? Só porque tomou um “chega pra lá” do Rogério quer vir descontar em mim? - Virei-me para poder encará-la.
E daí começou novamente a discussão. Me levantei e fiquei cara a cara com ela. Cinha já estava tentando nos afastar.
-PAREM! EU NÃO AGUENTO MAIS! QUER SABER? FIQUEM AÍ GRITANDO UMA COM A OUTRA, E QUER SABER EM QUE ISSO VAI DAR? EM NADA! - Explodiu ela, juntando suas coisas e saindo. Camila olhou para mim e para a porta e fez o mesmo.
Brigas e mais brigas. Quem aguentaria?
Passei o resto da tarde no computador, aceitando todas aquelas solicitações de amizades, e conversando com algumas pessoas que estavam ontem na festa. Nada muito interessante, até eu escutar o barulhinho do chat do face.
Era o Thomas, aquele com quem passei boa parte da festa. Momentos bons tinham sido com ele. Mas eu não estava preparada para um relação. Dei uma desculpa qualquer, aquela tinha sido minha deixa para abandonar o computador. Repassei milhares de vezes em minha mente a briguinha besta que eu tinha tido com as meninas. Com Camila na realidade, ela as vezes tinha surtos. Mas Cinha não devia estar tão irritada mais, apesar de ter pavio curto, ela entendia quando conversávamos.
Vesti uma roupa descente e fui até sua casa. Em uma pequena caminhada de quinze minutos eu chegava à casa de Márcia. Toquei a campainha e esperei, não muito depois sua mãe atendeu a porta.
-Oi Ju! Entra, fique à vontade - Falou ela, dando espaço para que eu pudesse passar pela porta.
-Obrigada mas não vou demorar muito, a Cinha está? Queria dar uma volta com ela… - Percebi que ela percebeu a pequena tensão que estava se formando em minha voz a medida que eu falava.
-Sinto muito- Ela parecia bastante sincera em suas desculpas. Sempre gostei da mãe da Márcia, ela sempre foi muito boa - Mas assim que ela chegou da sua casa, fez uma ligação e saiu. Deve ter ido encontrar a Camila na praça - Disse ela convicta. Não sabia ela que a Camila tinha saído lá de casa logo depois da Cinha, e que com toda a certeza elas não se encontrariam nem tão cedo.
-Ah - Exclamei, a tristeza estampada em minha face - Tudo bem, então. Tchau.
Ela acenou e saí. No começo andei sem rumo pelas ruas, mas depois a ideia de a Cinha estar na praça não me pareceu tão impossível, mesmo que estivesse sozinha lá. Era assim que eu precisava encontrá-la.
Acelerei o passo, e cheguei na praça, que ficava há uns quatro quarteirões da casa de Márcia. Passei uma vista rápida pelo local, e a vi sentada num banco. Sorri e quase saí correndo, mas percebi que ela não estava sozinha. Estava com o Matheus. Corri para de trás de uma árvore e fiquei a observar os dois. Eram bastante orgulhosos, mas parecia que agora estavam finalmente se acertando. A mão dele acariciava a dela, num ato, talvez de carinho, talvez de consolo. Ficaram um bom tempo assim, até ele se aproximar dela, e lhe roubar um beijo rápido nos lábios, o que fez com que ela abrisse um doce sorriso.
No momento senti uma pontada de inveja. Não por ela estar com o Matheus, mas porque aquilo poderia estar acontecendo para mim também. Momentos românticos e carinhosos, se não fosse pela traição do Fábio.
Uns quinze minutos tinham se passado. Eles conversavam num ritmo animado, as expressões eram sérias, mas não estavam discutindo. Até que em um momento Matheus pegou o celular, e colocou-o no ouvido. Obviamente estava ligando para alguém, falou rápidos minutos e desligou. Para quem será que ele havia ligado? Eu estava prestes a ir embora, mas a curiosidade me venceu, e acabei por sentar entre as grossas raízes da árvore. Eu poderia vê-los perfeitamente, mas eles permaneceriam sem me ver.
Dez minutos depois, e eu fazendo papel de vela a distância. A pessoa com quem Matheus tinha falado ao telefone chegou à praça. Me surpreendi.
Era o Fábio.
Levantei-me e escondi-me novamente atrás da árvore vendo a cena se formando em minha frente. Márcia nenhuma reação de nojo demonstrou, como eu pensei que ela faria. Pelo contrário, deu um abraço ele, e os três sentaram-se no banco e começaram a conversar civilizadamente. Aquilo era demais para mim. Em menos de uma semana, tinha sido atingida por duas traições.
Hoje -q
peço perdão à você e a todos, é que eu estou em período de estudo intensivo e a lucy também, mas estamos com o post pronto (: